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segunda-feira, 21 de abril de 2014

Entrevista que fiz com o meia Claytinho, do Independente


Ele não tem 100% de unanimidade entre os torcedores e a todo momento tenta provar o seu valor dentro de campo, afinal de contas, veste a camisa 10 do Independente desde o começo do Campeonato Paulista da Série A-3.

Mas nesta reta final, Claytinho foi o grande protagonista da classificação alvinegra para a segunda e decisiva fase da competição. Nas três últimas rodadas, o meia marcou quatro gols e ajudou o Galo a conquistar a oitava e última vaga para o quadrangular final.

Mas quem pensa que Claytinho liga para as constantes cobranças da torcida, está redondamente enganado. Aos 32 anos e com passagens por times importantes do nosso país, o jogador sabe que o relacionamento entre torcida e jogador depende da atuação dentro das quatro linhas.

"Se você jogar bem, o torcedor vai te aplaudir. Se você for mal, ele tem todo direito de te vaiar e te cobrar. Estou acostumado com isso. A vida inteira fui cobrado e graças a Deus sempre dei a volta por cima", comentou.

Vida

Nascido em Guarulhos no dia 23/05/1981, Claytinho é filho de José Pereira dos Santos e de dona Maria Edileuza Pereira. Tem três irmãos, Marcos, de 48 anos, Cleidinéia de 42 e Elton de 29.

O meia galista, autor de quatro gols e sete assistências nesta Série A-3, é casado há quatro anos com Lena Aguiar e tem dois filhos, Lucas, de 11 anos e Eduardo, de 10, frutos do seu primeiro casamento.
Início

Claytinho, de 1m68 e 73 kg, começou sua carreira nas categorias de base do Bandeirante de Birigui em 1998, onde se profissionalizou. Defendeu o Atlético/PR em 1999 e 2000, participando inclusive da Copa São Paulo de Juniores e do Campeonato Paranaense.

Do Furacão o meia retornou ao Bandeirante, mas logo foi para o Guarani de Campinas, onde disputou o Campeonato Paulista de Juniores e mais uma edição da Copa São Paulo.

Em 2002, Claytinho foi campeão da Seletiva para a Copa do Nordeste pelo Corinthians de Alagoas. De 2003 a 2006 vestiu a camisa do Atlético de Sorocaba, onde disputou o Campeonato Paulista, a Copa Paulista e o Campeonato Brasileiro da Série C.

Jogou no Uniclinic de Fortaleza e no Ceará. Foi campeão da Série A-3 de 2008 com o Flamengo de Guarulhos. Ajudou o Tigre a subir para a Primeira Divisão do Campeonato Carioca no ano seguinte. Defendeu o Duque de Caxias na Série B do Brasileiro de 2009 e retornou ao Tigre para disputar o Cariocão.

Jogou no mundo árabe por um ano em 2010 até retornar ao futebol carioca para defender a Cabofriense. Passou também pelo CRAC de Goiás e por último no Nacional da Capital. Foi em razão de suas boas atuações pelo time da Comendador Souza na Segundona do Paulista que o meia recebeu um convite para atuar pelo Independente, assim como Negueba e Alysson.

Claytinho está emprestado ao Galo e ainda pertence ao Nacional. Seu contrato se encerra em outubro deste ano. Mas o meia tem planos de continuar no Pradão, ainda mais se o time conquistar o acesso para a tão sonhada Série A-2.

"Criei uma identificação muito grande com o Independente. Gosto daqui. Gosto dos meus companheiros e me sinto bem sendo comandado pelo professor Álvaro Gaia. Temos tudo para subir, pois estamos crescendo novamente na competição", frisou.

Grupo

Claytinho sabe que o grupo do Independente é forte demais e que o Galo precisará jogar muito para subir. "Sou da opinião que time que sonha em subir não pode escolher adversário. As oito equipes que se classificaram são fortes e têm condições de acesso. Coloco o Independente sim, entre os favoritos pelo momento que vivemos", cravou.

O meia se esquivou ao ser perguntado sobre o dérbi da segunda rodada. "Vencemos no Limeirão por 1 a 0 na primeira fase. Sei que a Inter se reforçou e vem de cinco vitórias seguidas. Os times do nosso grupo são fortes, isso é inevitável. Será uma grande segunda fase", destacou.

Claytinho acredita que os retornos de Andrezinho na ala-esquerda, Jordy Guerreiro no meio de campo e Dairo no ataque tornem o Independente ainda mais competitivo.

"São peças chaves para o nosso sucesso na competição. São experientes e podem nos ajudar muito, principalmente o Dairo, que é o nosso goleador na competição com nove gols", frisou.

O jogador gostou da estreia do quadrangular final ser em casa.

"É sempre bom jogar no Pradão, ao lado do nosso torcedor. Fizemos um bom jogo contra o Guaçuano e sei que a torcida está esperançosa no acesso. Espero que o estádio receba um grande público, mesmo se tratando de um Domingo de Páscoa", comentou.

Com a volta de Dairo, a pergunta que fica no ar é quem será o cobrador de pênaltis do Independente na fase final. Claytinho cobrou os dois últimos, contra Novorizontino e Guaçuano, convertendo ambos.

"O nosso batedor oficial é o Dairo. Mas se ele não estiver confiante, pode deixar que eu cobro, sem problemas", confidenciou.

Torcedor do São Paulo e fã de Ronaldo Fenômeno, Claytinho quer cravar para sempre seu nome na história do Independente. "Vamos subir, pode apostar. Seria um presente para esse elenco maravilhoso, para a torcida e principalmente para o nosso paizão Álvaro Gaia, que pelo segundo ano consecutivo coloca o time na fase final da A-3. Espero contar com o apoio maciço da nossa torcida", completou.  

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